O sistema de produção de carne bovina brasileiro está fortemente embasado na produção em regime de pasto. Neste contexto, observa-se grande influência da sazonalidade de produção das gramíneas tropicais sobre o desempenho dos animais mantidos em regime de pasto, apresentando ganhos de peso relativamente elevados na estação chuvosa e perda de peso ou apenas mantença no período de seca.
Na época de seca, com a o avanço da maturação fisiológica da planta, são observadas mudanças estruturais no tecido vegetal, com elevação nos teores de fibra e lignina e redução nos teores de conteúdo celular, especialmente compostos nitrogenados (proteína bruta). Nestas situações, as gramíneas tropicais encontram-se com teores de proteína bruta bastante inferiores a 7%, valor considerado como limite inferior para a mínima atividade dos micro-organismos ruminais, comprometendo, assim, a digestibilidade da forragem basal. Em tais condições, os animais são submetidos a carências múltiplas de nutrientes. Desta forma, faz-se necessário o fornecimento dos nutrientes limitantes via suplementação, especialmente no que diz respeito à proteína, energia e minerais. A suplementação proteica energética estimula a atividade dos micro-organismos ruminais, aumentando a produção de proteína microbiana (síntese de nitrogênio microbiano) e digestibilidade da matéria seca, ampliando o consumo e desempenho dos animais. (Gráficos 1 e 2).

